Usinas, subestações, plataformas, minas e aciarias dependem de tecnologia operacional (OT) para controlar um processo que não pode parar — e que, se atacado, traz risco não só financeiro, mas de segurança física e ambiental. Por isso energia, óleo e gás, mineração e siderurgia são tratadas como infraestrutura crítica, e viraram alvo de ataques dirigidos.
Por que a OT dessas operações é tão exposta
O chão dessas indústrias é cheio de CLPs, sistemas SCADA e sensores que rodam há anos sem atualização e falam protocolos industriais próprios. Quando essa rede operacional convive com a rede corporativa — e-mail, ERP, internet — sem separação, abre-se um caminho direto do escritório até o controle do processo.
Segmentar OT/IT é o controle central
A base da defesa é isolar a OT da TI. O processo (SCADA, CLP, sensores) fica em segmentos próprios, com um firewall gerenciado controlando e registrando tudo que passa entre os dois mundos, e NAC garantindo que só o autorizado se conecte. O acesso de fornecedores para manutenção passa a ser remoto e controlado, sem porta aberta.
O que a segmentação entrega na infraestrutura crítica
- Isolamento do processo: um incidente na TI não alcança o controle da operação.
- Zonas dedicadas para equipamentos sem patch (CLP, SCADA, sensores).
- Acesso remoto seguro de fornecedores e de operação a distância.
- Registro e visibilidade do tráfego entre OT e IT, para auditoria.
Defesa também no endpoint
Estações de engenharia, HMIs e servidores completam a superfície de ataque. A proteção de endpoint — antivírus de nova geração, EDR e DLP — detecta e isola um ataque antes que ele chegue ao processo, com parceiros Fortinet, Acronis e Kaspersky.
Por onde começar
Um diagnóstico de segurança interna mapeia como OT e IT estão conectadas, quais ativos críticos estão expostos e por onde um ataque chegaria ao processo. Veja as soluções para energia e indústria pesada ou fale com a nossa equipe.